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Pesquisadores desenvolvem sensor capaz de diagnosticar febre amarela

Pesquisadores brasileiros e britânicos desenvolveram um biossensor eletroquímico capaz de detectar a infecção pela febre amarela utilizando cápsulas de café recicladas.

Por Expressão Naviraí em 30/08/2023 às 10:13:57

Pesquisadores brasileiros e brit√Ęnicos desenvolveram um biossensor eletroqu√≠mico capaz de detectar a infecção pela febre amarela utilizando c√°psulas de café recicladas. Além de tornar o sensor mais sustent√°vel a iniciativa torna a ferramenta mais barata por ser constru√≠da a partir de produtos reciclados. A ideia partiu da dificuldade em diagnosticar a infecção que tem sintomas semelhantes aos de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a chikungunya, a dengue e zika.

Desenvolvido por Cristiane Kalinke durante seu est√°gio de pós-doutoramento na Inglaterra, envolveu pesquisadores das universidades Federal de São Carlos e de São Paulo, além da Faculdade de Ci√™ncia e Engenharia da Universidade Metropolitana de Manchester (Inglaterra), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o sensor é feito em impressora 3D e cumpre os critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Sa√ļde (OMS) para testes diagnósticos em locais remotos ou com poucos recursos.


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O dispositivo funciona com eletrodos impressos em √°cido polil√°tico de c√°psulas de café processadas e recicladas, que ficam em sua superf√≠cie. A reação eletroqu√≠mica acontece por meio da condutividade dos filamentos com nanotubos de carbono e negro de fumo como aditivos. Os fragmentos do DNA da febre amarela se encaixam na sequ√™ncia genética de apenas uma gota de amostra de soro sangu√≠neo dos pacientes. Por meio da diferença de sinais antes e depois dessa ligação, o diagnóstico é feito. Além disso, também foi poss√≠vel diferenciar resultados em amostras contendo o v√≠rus da febre amarela e da dengue, o que permitiria o diagnóstico preciso da doença.

"Sensores miniaturizados como este poderiam ser facilmente transportados a regiões ou comunidades remotas, onde a febre amarela é mais comum. Isso é especialmente importante no caso de doenças comuns em pa√≠ses tropicais e consideradas negligenciadas, que carecem tanto de estratégias de prevenção quanto de tratamento", disse a pesquisadora.



Fonte: Agência Brasil

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